Assunto tabu: MORTE – não vejo, não escuto, não falo sobre isso.

 

            Desconhecemos um tema de conversa que cause maior rejeição e até mesmo o horror, do que a morte. Tão natural e tão inevitável. Ninguém se encontra dela excluído, mas o comportamento, diga-se quase generalizado, é o de excluí-lo, ignorá-lo, para viver a ilusão de que nunca terá que retornar para o mundo onde se encontrava, antes de aqui reingressar. A palestra que recomendamos no link abaixo é perfeita para ilustrar esse comportamento e, a título de introdução ao tema, queremos dizer algo sobre as reuniões mediúnicas nos centros espíritas.

            É sem dúvida um fato irrefutável que, diariamente, e a todo instante, pessoas se transferem desse lado da vida, para o outro lado da vida, sem qualquer conhecimento sobre essa viagem importantíssima. Indo numa viagem de férias a uma cidade ou país distante, como não planejá-la? Como não informar-se sobre a paisagem turística que se quer fotografar? Como ignorar o clima local, para a escolha do vestuário adequado?

            Para a viagem da desencarnação/morte deve-se proceder do mesmo modo e o estudo da Filosofia Espírita proporciona ao estudante, conhecimento seguro a respeito do que se deve levar na bagagem, a fim que a chegada à estação de destino seja prazerosa e a permanência muito rica em possibilidades de aprendizado, com a assimilação de valores morais imprescindíveis à conquista da felicidade, até o retorno, pois toda viagem tem ida e volta, não sendo diferente no que se refere às viagens espirituais, que demandam incontáveis reencarnações – viagens de ida e volta, do mundo físico para o mundo espiritual e vice versa – até que tenhamos atingido a perfeição de nossa evolução intelectual e moral e, consequentemente, a felicidade plena e imperecível.

            Os religiosos, especialmente católicos, fazem oposição ao contato entre os habitantes dos dois planos da vida, ignorando que o próprio Cristo recomendou essa prática para fins úteis, não só por parte de seus discípulos, mas de toda pessoa que se habilite a bem realizar esse intercâmbio, como se lê no Evangelho de Lucas, capítulo 9, versículos 49 e 50 – Tomando a palavra disse João: Mestre, vimos um homem expulsando demônios em teu nome e lho proibimos, porque não é do nosso grupo. Mas Jesus respondeu: Não o proíbam, pois quem não está contra vós, está do vosso lado. 

            Há uma grande parcela da humanidade, que faz a viagem ao mundo espiritual com uma bagagem ruim; mal feita, mal planejada. Pior, deixam para trás, problemas que se fossem melhor resolvidos proporcionariam uma viagem mais relaxada, sem os transtornos de quem não se encontra apto para uma boa viagem. Leva transtornos ocasionados por más relações sociais e familiares e deixam transtornados aqueles personagens de suas relações mais danosas.

            Na prática é o que chamamos transtornos obsessivos. Pessoas com transtornos obsessivos durante a vida física e pessoas desencarnadas/Espíritos, vivendo a vida espiritual na condição de obsessor. No tempo de Jesus, a palavra para obsessor era demônio. E nem demônio, pois Jesus falava aramaico, então usava outra palavra que desconhecemos e que, traduzida para o grego tornou-se daímôn, sendo mais tarde adaptada para o latim, convertendo-se em demônio. Na doutrina espírita preferimos obsessor, sem o traumatismo provocado por figura assustadora, idealizada com propósitos religiosos específicos e descabidos.

            Nas reuniões mediúnicas, dialogamos também com Espíritos obsessores, a fim de auxiliar esses irmãos durante sucessivas conversas semanais, que vão progredindo em resultado, até que novas ideias sejam assimiladas por esses irmãos de todos nós que, finalmente, começam a compreender que não haverá felicidade possível para nenhuma das partes, sem amor e sem perdão.

            Outro número muito expressivo de Espíritos que se comunicam nas reuniões mediúnicas são os que ainda não se deram conta de que estão ausentes do mundo físico e presentes no mundo espiritual. Deixando mais claro: morreram e não perceberam. Na verdade, até sabem, bem lá no fundo da sua consciência, mas têm um medo incrível de ver a realidade que presenciam. Ajudamos esses irmãos a examinarem sem medo a apresentação do seu corpo espiritual, em tudo semelhante ao seu corpo físico sepultado.

            Volta e meia, companheiros de trabalho nessas reuniões, concluem sobre a grande diversidade de histórias que não se repetem, dizendo que nenhuma reunião mediúnica é igual a outra. Verdade! Elas refletem a diversidade das vidas humanas, com suas alegrias e tristezas, suas mágoas e desejo de ser feliz!

            Finalmente, gostaríamos de bem informar àqueles que afirmam erradamente que os espíritas invocam Espíritos para as reuniões mediúnicas. Trabalhamos em equipe, com funções diferenciadas e bem definidas. Não há necessidade de invocação de Espíritos por nenhum motivo. A equipe de trabalho é composta por pessoas presentes no lado físico da sala de nossas atividades, mais aqueles que se fazem presentes na dimensão espiritual do ambiente de trabalho. Estes são Espíritos de grande sabedoria e benevolência, responsáveis por todas as providências de ordem espiritual segundo as Leis de Deus e concordância de Jesus, conforme aquelas anotações de Lucas 9; 49 e 50.

© 2017 por Grupo Espírita Chico Xavier.

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